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Faltam mais de 400 mil moradias adequadas para a população paraense Entre os fatores que afastam o cidadão do Pará .

Não fosse a caridade de algum parente ou amigo, o Pará teria hoje mais de um milhão de habitantes vivendo ao relento. A constatação parte de um extenso estudo inédito intitulado “Demanda Futura por Moradias: Demografia, Habitação e Mercado”, elaborado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com o Ministério das Cidades e que o Blog do Zé Dudu folheou para checar a situação estadual da demanda por casa própria. A conclusão é lamentável: faltam 408.070 moradias no Pará para que seja eliminado o terrível déficit habitacional. É o equivalente a erguer uma cidade quase do tamanho de Belém, cheia de imóveis, para tirar do aluguel, da cedência ou da sarjeta quem precisa de um lar.
O levantamento, realizado com base em pesquisas oficiais e que projeta recorte do déficit para até 2030 nas cidades e para até 2040 nos estados, mostra que faltam 305,6 mil domicílios para paraenses sem teto nas cidades e outros 102,5 mil no campo. Mesmo daqui duas décadas haverá milhares de paraenses vivendo sem casa própria: vão faltar aproximadamente 209 mil casas nas cidades e 35 mil no campo.
A situação do Pará é crítica principalmente devido à péssima distribuição de renda e à elevada informalidade. Atualmente, o rendimento médio por pessoa no estado é de R$ 1.427, um dos piores do país, o que inviabiliza o sonho da casa própria, mesmo sendo o imóvel do Pará o mais barato, em média, da Região Norte, com cotação estimada em R$ 76,5 mil — no Amazonas, um imóvel similar não sai por menos de R$ 114 mil.
Além disso, como a população não para de crescer, o estado lidera a demanda por domicílios formados por três e quatro pessoas, juntamente com os estados do Maranhão e Ceará. Por outro lado, aponta o estudo, até 2040 haverá menor pressão por domicílios, menos pessoas sob o mesmo teto e mais cidadãos vivendo solitariamente.
Pará em ruínas
Nas contas da UFF e do Ministério das Cidades, para cada 100 unidades domiciliares ocupadas no país, havia 2,7 em ruína, demolidas ou que mudaram de finalidade. Em números absolutos, são 1,8 milhão de habitações fora da oferta de moradias em condições de uso. No Pará está a mais assustadora proporção: de cada 100 unidades ocupadas, cinco ou seis estavam em ruína, demolidas ou haviam mudado de finalidade. Já no extremo oposto, o Paraná tem apenas uma unidade fora da oferta de habitações em condições de uso em cada grupo de 100.
O estudo aponta que a Região Metropolitana de Belém tem, atualmente, demanda de 103,6 mil habitações, o equivalente a erguer de cimento uma cidade pouco maior que Santarém. Em 2030, a demanda cairá para 72,5 mil. A Região Metropolitana de Manaus, muito mais populosa que Belém, hoje precisa de 102,1 mil moradias e serão necessárias 94 mil nos próximos dez anos para suprir a demanda.
No Pará, os municípios de Belém, Ananindeua, Marabá, Santarém, Castanhal, Parauapebas, Abaetetuba, Cametá, Marituba e São Félix do Xingu lideram a necessidade da população por novas habitações. Entretanto, os dados que balizam a demanda por município é referente ao censo demográfico de 2010 e, portanto, muito antigo para retratar o atual cenário.

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